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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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OESTE DO CANADÁ PODE PERDER 70% DOS SEUS GLACIARES ATÉ 2100

Mäyjo, 16.04.15

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Se as alterações climáticas continuarem a traçar o caminho até aqui percorrido, o Oeste do Canadá vai perder cerca de 70% dos seus glaciares ao longo dos próximos 85 anos. A conclusão é de um novo estudo publicado na revista científica Nature Geoscience.

De acordo com a investigação, elaborada pela Universidade da Colúmbia Britânica, Canadá, milhares de glaciares da própria zona da Colúmbia Britânica e de Alberta podem perder entre 60% a 80% do seu volume colectivo em relação ao volume de 2005. Tudo dependerá da quantidade de dióxido de carbono que será emitido até ao final deste século.

Se este cenário se confirmar, muitos glaciares das Canadian Rockies – o segmento canadiano das Montanhas Rochosas dos Estados Unidos – vão desaparecer completamente, com perdas de área de gelo e volume que excedem os 90%.

A diminuição da quantidade de glaciares na região oeste do Canadá vai ter impactos a vários níveis, desde a indústria turística do esqui, à agricultura, pescas, rede hidroeléctrica e desenvolvimento dos recursos naturais, escreve o Inhabitat.

Foto: ati2001/ Creative Commons

QUÉNIA VAI CONSTRUIR MURALHA NA FRONTEIRA COM A SOMÁLIA

Mäyjo, 16.04.15

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O Quénia prepara-se para construir uma muralha gigantesca em algumas zonas da sua fronteira com a Somália, um muro de tijolo, argamassa e arame farpado que tem o objetivo de evitar imigrantes ilegais de entrarem no país.

“A construção vai começar em breve e o projeto deverá estar terminado antes do final do ano”, explicou aoDaily Nation Lamu Issa Timamy, governador do estado de Lamu. Ainda não existem muitas informações sobre o projecto, mas é certo que a ideia está a ser trabalhada pelo Governo queniano e pretende acabar com conflitos históricos nas zonas fronteiriças dos dois países.

As áreas atingidas pela muralha incluem Ishakani e Ras Kamboni, em Kiunga.“É por aqui que os imigrantes ilegais têm sido presos por entrar para o Quénia. Outros já o conseguiram fazer. Esta é uma boa ideia e tem o nosso apoio porque acreditamos que é fundamental para proteger a região e o país como um todo”, continuou Timamy.

Como explica o The Guardian, as utilizações de muros ou muralhas em vários períodos da história não têm sido propriamente bem sucedidas, da Grande Muralha da China ao Muro de Berlim, comunidades separadas da África do Sul, Muralha de Adriano, barreira entre Malásia e Tailândia, entre a Arábia Saudita e o Iémen, em vários pontos da fronteira entre Estados Unidos e México, entre a parte turca e grega do Chipre e, mais recentemente, a barreira de separação entre Israel e Palestina.

Foto: Simone Roda / Creative Commons

Visto de cima

Mäyjo, 16.04.15

Guitar Forest

Laboulaye, Argentina

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A floresta em forma de guitarra, com mais de um quilómetro de comprimento, pode ser visitada perto da cidade de Laboulaye, Argentina.

Durante anos, um casal com o nome de Pedro Ureta e Graciela Yraizoz discutiu a ideia da criação de uma tal concepção. Quando Graciela faleceu repentinamente, Pedro e seus quatro filhos plantaram 7.000 ciprestes (o corpo do instrumento) e eucaliptos (as cordas) em sua homenagem, com a forma de uma vola, pois este era o seu instrumento favorito.

PARA QUANDO TEREMOS TECNOLOGIAS DE CAPTURA E ARMAZENAMENTO DE CO2 EM PORTUGAL?

Mäyjo, 16.04.15

Picture to illustrate CO2 emissions / greenhouse gas emissions There is an ever growing body of evidence that the way we all live is having a marked influence on our global climate. Recent studies have shown that concentrations of CO2 have reached levels

Numa altura em que é imperativo travar as emissões de gases com efeito de estufa, uma das opções que está em cima da mesa – como alternativa às energias renováveis – é a captura e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) – tecnologias conhecidas como CCS (do inglês CO2 capture and storage).

E o que são estas CSS? A tecnologia CSS envolve a captura do CO2 em grandes fontes estacionárias, como centrais termoeléctricas, cimenteiras e refinarias, antes de ser emitido para a atmosfera e o seu transporte por gasoduto ou navio até um local de armazenamento, onde o CO2 é injectado a grandes profundidades – normalmente superiores a 800 metros – em formações geológicas de características apropriadas que garantam a retenção de CO2 durante milhões de anos.

Esta tecnologia está a dar os primeiros passos a nível internacional mas contam-se já 59 projectos de CCS em todo o mundo: 21 em operação e 38 em diferentes fases de desenvolvimento. Na Europa existem apenas dez destes projectos, não sendo nenhum deles em Portugal. A América do Norte é pioneira na tecnologia, com 26 projectos, seguida da Ásia, também com dez projectos. Na Áustrália existem três e na América do Sul e África existe apenas um.

“Não se pode depender apenas das energias renováveis. Há que olhar para estas opções se queremos ter um nível de desenvolvimento viável a nível europeu”, indicou Pedro Mora Peris, vice-presidente da Plataforma Tecnológica Espanhola de CO2, durante a conferencia “Indústria na transição para uma Economia de Baixo Carbono: o papel da tecnologia de captura e armazenamento de CO2”, inserida na Green Business Week. A Plataforma Tecnológica Espanhola de CO2, dotada em parte de fundos governamentais espanhóis, tem como missão abordar o desenvolvimento tecnológico em Espanha que contribua para diminuir o impacto das emissões de gases com efeito de estufa.

“Portugal e Espanha são mais verdes em CO2 que a média europeia e devemos trabalhar em conjunto. No final, o plano estratégico de CO2 terá de ser a nível ibérico”, indicou o representante espanhol.

Portugal e as CCS

Ao contrário de Espanha, Portugal está ligeiramente mais atrasado no que toca às tecnologias de CCS. De acordo com um estudo do Perspectives for capture and sequestration of CO2 in Portugal – um consórcio entre a FCT/UNL, Universidade de Évora, LNEG, REN e Bellona Institute – a tecnologia CCS não será implementada em Portugal antes de 2030.

Embora a sua implementação ainda esteja longe existem já dados sobre as possíveis localizações para locais de armazenamento de CO2 no território nacional. A Bacia do Porto (offshore), Bacia Lusitaniana (offshore e onshore) e Bacia do Algarve (offshore) são os locais com melhores perspectivas para o armazenamento subterrâneo de CO2.

Além de permitir um armazenamento do CO2 produzido pelas indústrias mais poluentes a operarem em Portugal, a tecnologia CCS permitirá a criação de novos postos de trabalho em áreas como a construção, engenharias, ciências do ambiente, e manutenção de equipamentos.

Foto:freefotouk / Creative Commons